12 produtores parceiros da Cave Winex levam o vinho de autor brasileiro à Naturebas 2026.

Por Cave Winex · 28 de junho de 2026

12 produtores parceiros da Cave Winex levam o vinho de autor brasileiro à Naturebas 2026.

Conheça seis deles.

_Projetos do RS e SC levam para São Paulo diferentes interpretações de terroir, agricultura e identidade regional na maior feira de vinhos naturais da América Latina_

A presença de 12 produtores parceiros da Cave Winex entre os expositores da Naturebas 2026 ajuda a ilustrar um dos movimentos mais interessantes da vitivinicultura brasileira: o crescimento dos projetos autorais de pequena escala. Vindos do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, eles chegam à principal feira de vinhos naturais da América Latina levando diferentes interpretações de terroir, agricultura e identidade regional.

Juntos, esses produtores representam diferentes gerações da viticultura independente do Sul do país. Alguns carregam décadas de história familiar. Outros nasceram recentemente, impulsionados por uma nova geração de vinhateiros que enxerga no vinho uma forma de expressão cultural tão importante quanto a gastronomia, a agricultura e a preservação do território.

Apesar das trajetórias distintas, todos compartilham um mesmo princípio: fazer do vinho uma expressão de autoria, território e identidade.

Criada em 2013, a Naturebas consolidou-se como a principal vitrine latino-americana para vinhos naturais, orgânicos e biodinâmicos. Mais do que uma feira, tornou-se um espaço de encontro entre produtores, sommeliers, importadores, restaurantes e consumidores que buscam conhecer não apenas os vinhos, mas também as histórias, os territórios e as pessoas por trás de cada garrafa.

É justamente essa convergência que aproxima a Cave Winex do evento. "Estar presente nos principais eventos do vinho faz parte da missão da Cave Winex. São nesses espaços que acompanhamos os movimentos do mercado, fortalecemos o relacionamento com os produtores e ampliamos o impacto de iniciativas que acreditamos estar entre as mais consistentes do vinho brasileiro", afirma João Englert, sócio da Cave Winex.

Segundo ele, reunir tantos parceiros na Naturebas reforça a qualidade da curadoria da plataforma e evidencia um movimento maior. "Nosso papel não termina na feira. Queremos que esses produtores também ocupem espaço no ambiente digital. A Cave nasceu para ajudá-los a vender mais, ganhar visibilidade e acessar consumidores por meio da tecnologia. Quando ampliamos a presença digital desses produtores, ampliamos também suas oportunidades comerciais. É uma forma de inclusão produtiva que fortalece todo o ecossistema do vinho de autor."

**O novo consumidor impulsiona os vinhos de autor**

Embora cada projeto interprete esse movimento a partir da própria realidade, todos apontam para a mesma direção: o consumidor deixou de buscar apenas um vinho diferente e passou a procurar produtores, territórios e histórias capazes de dar significado ao que chega à taça. Pedro Maciel e Renata Rizzotto, da Vinhedos Altos da Pinta, observam um aumento da presença de consumidores jovens interessados em compreender a produção natural.

Paulo Backes, da Monte Vinhos de Autor, percebe um público mais atento à procedência das uvas e à identidade dos rótulos. Gabriela Suthoff, da Montaneus, afirma que cresce a procura por agricultura regenerativa e projetos autorais, enquanto Cristian Cardoso, da Quinta do Belasca, resume essa transformação em uma frase: "Não basta ser natural. Tem que ser bom."

**Conheça seis produtores parceiros da Cave Winex para visitar na Naturebas 2026**

Entre os 12 produtores que fazem parte da curadoria da Cave Winex e participam da Naturebas 2026 – são eles: Arte da Vinha, Bodega Koëtz, Cantina Mincarone, Cave Poseidon Microvinícola, Faccin Vinhos Artesanais, Famiglia Boroto, Monte Vinhos de Autor, Quinta do Belasca, Vinhedos Altos da Pinta, Vinhos da Rua do Urtigão, Vinícola Pianegonda e Montaneus Vinhos Vivos -, selecionamos seis projetos que ajudam a compreender a diversidade e o momento vivido pelo vinho de autor brasileiro.

**Vinhedos Altos da Pinta**

Pedro Maciel e Renata Rizzotto | Pinto Bandeira (RS)

Fundada em 2017, a Vinhedos Altos da Pinta chega à sua terceira participação na Naturebas em um momento de expansão e abertura de mercados. O projeto trabalha com uvas certificadas Demeter e levará quatro rótulos para São Paulo. O destaque é o lançamento do Chardonnay 2025, além de um espumante Chardonnay Nature, um Cabernet Franc e um espumante Pinot Noir. Para os produtores, uma das principais transformações do mercado nos últimos anos foi a aproximação de consumidores mais jovens, interessados em compreender a produção natural e a origem dos vinhos.

**Monte Vinhos de Autor**

Paulo Backes | Porto Alegre (RS)

Presente na Naturebas pela quinta vez, a Monte Vinhos de Autor leva seis rótulos para a edição de 2026. Entre os lançamentos estão os vinhos Malbec 2025, Montepulciano 2025 e Corte Bordalês 2024. Fundado em 2017, o projeto vive uma fase de consolidação da marca e vê um consumidor cada vez mais atento à qualidade, à procedência das uvas e à identidade dos vinhos que consome. A fidelização dos clientes conquistados nos últimos anos é apontada como uma das principais realizações da vinícola.

**Montaneus Vinhos Vivos**

Gabriela Suthoff | Farroupilha (RS)

Fundada em 2020, a Montaneus participa da Naturebas desde as primeiras fases de crescimento da feira e chega à sua sexta edição consecutiva. Para este ano, a vinícola apresenta seis rótulos, sendo quatro lançamentos: o espumante rosé Frevo, um corte de Gamay com Moscato, Cabernet Franc Rosé 2025, Pinot Noir 2023 e Merlot 2023. Gabriela Suthoff destaca que o consumidor atual busca origem, transparência e agricultura regenerativa, demonstrando o amadurecimento do mercado de vinhos naturais. A atual fase do projeto pode ser resumida em uma frase: "Menos concessão, mais identidade."

**Quinta do Belasca**

Cristian Cardoso | Florianópolis (SC)

Criada em 2022, a Quinta do Belasca é uma vinícola cigana que participa pela segunda vez da Naturebas. O projeto levará cinco rótulos para São Paulo, incluindo dois pré-lançamentos: Aragem, um vinho branco de Lorena Mosto Flor fermentado com leveduras selvagens do Vale da Uva Goethe, e Profano, um vinho Sur Lie Goethe inspirado na técnica de batonnage. Para Cristian Cardoso, o consumidor de vinhos naturais está mais exigente e informado. "Não basta ser natural. Tem que ser bom", resume. Desde a última edição da feira, a principal conquista foi o lançamento do primeiro vinho elaborado com uvas orgânicas.

**Famiglia Boroto**

Acir Boroto | Garibaldi (RS)

Com mais de duas décadas de trajetória, a Famiglia Boroto participa pela sétima vez da Naturebas. A vinícola levará cerca de dez rótulos entre vinhos e espumantes, incluindo lançamentos como o Espumante de Mirtilo, a Sidra de Maçã, o Nature Borgonhin e o vinho tinto Que Laori, elaborado com a variedade Isabel. Para Acir Boroto, o consumidor atual procura produtos com identidade e autenticidade. São Paulo foi o primeiro mercado da vinícola fora do Rio Grande do Sul e continua sendo estratégico para o crescimento da marca. O lema da atual fase resume bem o espírito do projeto: "Beba saúde. Beba Boroto."

**Bodega Koetz**

Roger Koetz | Taquara (RS)

A Bodega Koetz nasceu em 2018 e chega à sua terceira participação na Naturebas. O projeto apresentará cinco rótulos, com destaque para os lançamentos Riesling Renano e Tannat. Completam o portfólio o Pét-Nat de Peverella, Pinot Noir e Vermentino. Roger Koetz observa uma mudança importante no comportamento do público das feiras especializadas: hoje os visitantes buscam conhecer os produtores, entender os processos e aprofundar o contato com os vinhos. Segundo ele, a vinícola vive uma fase de consolidação da identidade, mantendo a curiosidade como motor e a autenticidade como destino. Mais do que reunir produtores em uma plataforma, a Cave Winex acompanha, documenta e ajuda a ampliar a visibilidade de projetos que representam diferentes formas de produzir vinho no Brasil. A presença de 12 parceiros na Naturebas evidencia não apenas a força desses produtores, mas também o amadurecimento de um mercado que valoriza cada vez mais origem, autoria e conexão entre quem produz e quem consome.

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